Apresentação

FEIRA DAS YABÁS, 10 Anos reconstruindo culturas e memórias!

Como palavras escritas na areia, à beira do mar! – esse era o panorama do imenso manancial de cultura na cidade do Rio de Janeiro. Vista apenas como uma cidade litorânea, devido às suas lindas praias, a cidade maravilhosa deixava submerso em seu coração, um verdadeiro tesouro cultural.

Encontro de etnias:
Com a migração forçosa, das regiões do Vale do Paraíba e do Centro da cidade do Rio imposta aos ex-escravos, fez com que a Região da grande Madureira se tornasse o maior centro de bens culturais de nossa cidade. Lá eles se encontraram com quase todas as minorias: Judeus, Árabes, e imigrantes portugueses, espanhóis e italianos. Desta forma, nesse caldeirão, foi construído uma espécie de Museu do Louvre de bens culturais imateriais.
Como esses bens são intangíveis, o grande dificultador sempre foi a manutenção dos mesmos. Como preservar, tamanho patrimônio, diante de uma indústria cultural tão voltada para o entretenimento e a multiplicação de produtos “renováveis”?

Há 10 (dez) anos, nascia na cidade do Rio de Janeiro, A Feira das Yabás, uma recriação dos quintais das matriarcas desse povo. Esses quintais onde se rezava, comia, bebia, cantava e celebrava foram levados para a rua, com a Roda de Samba criada pelo Sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz que passa pelos sub-gêneros do samba, além de ser provida das mais diversas comidas da culinária advinda desta diáspora. Em 2018, no dia 13 de maio, mesmo dia em que se comemora Os 130 anos da Abolição da Escravatura, o evento considerado uma das 10 maiores carioquices da Cidade, completa 10 anos de resistência cultural.